domingo, 2 de dezembro de 2007

SALMÃO A LYCE


Ingredientes

06 postas de salmão
02 copos de leite
02 colheres de sopa de farinha de trigo
02 colheres de sopa de manteiga
01 pitada de alecrim
01 pitada de tomilho
Orégano a gosto
03 talos de cebolinha verde picada
01 punhado de manjericão picado
01 punhado de salsinha picada
01 colherinha cheia de açafrão
Suco de 01 limão grande
Tempero pronto a gosto

Modo de Preparo

Tempero o peixe com tempero pronto e o suco de 01 limão. Passe na farinha de trigo e frite com azeite ou óleo e reserve. Dissolva as duas colheres da farinha de trigo no leite. Numa panela, derreta a manteiga, coloque as ervas, o leite com a farinha o açafrão no fogo baixo mexendo sempre até engrossar. Arrume o peixe numa assadeira, regue com o molho e leve ao forno para aquecer. Sirva em seguida.

Receita adaptada a partir do Peixe Ao Creme de Ervas, retirada do site Cybercook, indicada por Patrícia
Brandão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

FEIJÃO TROPEIRO

Depois de abandonar por alguns meses o Cozinhar Faz Bem, volto envergonhado postando uma nova receita.

Neste feriado acordei com um desejo imenso de comer um prato típico do sertão baiano: carne do sol acebolada, acompanhada de feijão tropeiro e aipim* cozido. Para incrementar um pouco a postagem, vamos falar da origem deste feijão, que se tornou tradicional na culinária de várias regiões do país, cada uma dando o seu toque próprio, registrando a sua marca pessoal.

O Feijão Tropeiro surgiu ainda no período colonial. Naquela época, o transporte das mais diversas mercadorias era feito por tropas a cavalo ou em lombo de burros. Os homens que conduziam estas tropas eram chamados de tropeiros. Talvez pela facilidade do seu preparo, ou pela durabilidade do prato, ele tornou-se o cardápio oficial destes viajantes. Originado inicialmente no estado de São Paulo onde se tornou um prato típico da culinária caipira, é hoje apreciado muito nas Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco e vários outros estados, sofrendo algumas variações como o tipo de feijão usado e a forma de temperar, a depender da cultura local.

Na Bahia, virou um acompanhamento essencial para churrasco e todos os tipos de carnes assadas ou fritas. No sertão do estado é muito comum acompanhando a tradicional carne do sol, que embora o nome sugira o contrário, é preparada no sereno.

Essa receita que ora compartilho com vocês, é totalmente minha. Nunca vi ninguém preparar assim, nunca li a receita em nenhum lugar. Faço desta forma por puro sentimento. No entanto, acredito estar bem próximo dos mais autênticos preparos do prato no sertão baiano.

Ingredientes

01 litro de feijão verde
01 calabresa defumada
150g de carne de sertão (charque)
100ml de manteiga de garrafa (pode ser substituída pela manteiga comum, mas não deve)
02 ovos
01 tomate (sem sementes)
01 cebola
½ pimentão
03 talos de cebolinha (utilize até a parte branca do talo)
01 punhado de coentro
03 dentes de alho
04 colheres de sopa de azeite de oliva
01 colher de sopa rasa de extrato de tomate
Sal a gosto
Farinha de mandioca a vontade

Modo de Preparo

Cate o feijão, lave, escorra e afervente por dois minutos. Escora e reserve. Corte o tomate, a cebola, o alho, o pimentão, a cebolinha e o coentro em pedaços bem pequenos. Numa panela, despeje o azeite de oliva e, depois de quente, doure um pouco o extrato de tomate. Despeje em seguida os temperos e o feijão deixando fritar por uns dois minutos. Adicione um pouco de água, apenas até nivelar com o feijão e cozinhe tampado em fogo baixo. O tempo de cozimento depende da idade do feijão. Normalmente não passa de no máximo dez minutos. É conveniente de vez em quando dar uma mexida e provar o caroço. Este não deve ficar muito mole. Quando estiver no ponto, abra a panela e deixe secar. Desligue o fogo e reserve.

Em outra panela, despeje a manteiga de garrafa e frite bem a carne de sertão e a calabresa que devem ser cortados em pedaços bem pequenos como ilustrado na foto.













Adicione os ovos e vá mexendo até cozinhá-los bem. Adicione o feijão continuando a mexer para misturar bem todos os ingredientes. Vá despejando a farinha e misturando até secar. O feijão não deve ser seco demais nem muito úmido. Isto também vai do gosto de cada um. É ideal para acompanhamento de carnes assadas. Bom apetite!
*Aipim: É uma raiz que no sudeste e sul do Brasil é
confundida com a mandioca. Até no Aurélio, se você procura a palavra, vai
encontrar: ver mandioca. Terminologias à parte, o aipim é um outro tipo de
mandioca. Diferenciado por não amargar e não possuir sumo venenoso.

sábado, 21 de julho de 2007

YAKISSOBA – A Minha Receita


Para aqueles que pensaram ter eu abandonado o Cozinhar faz Bem, volto aqui queimando a língua de todos. Desta feita apresentarei uma receita de um prato oriental, nascido na China embora muitos pensem que é japonês, o Yakissoba. Na verdade ele tornou-se popular também no Japão, mas é de origem chinesa.

A primeira vez que fiz este prato foi no puro sentimento, nunca tinha visto uma receita. Apenas usei os ingredientes que achava fazerem parte desta alquimia. Muito simples e muito bom. No entanto devo confessar que meu amigo Adolfo, o Monosa, me emprestou um livro chamado Sabores da Ásia. Livro este que eu, seguindo à risca os conselhos de outro amigo, João Teixeira, nunca devolvi. No entanto ele tem uma receita muito mais complicada e cara. Não vi vantagem em segui-la. Acho que da forma como fiz ficou mais simples e muito mais acessível. Por isso, estou colocando aqui a minha receita e não a tradicional. Experimentem e vejam que pode dar certo.

Embora esteja aqui usando a carne, ele é tradicionalmente feito com frango e pode ter muitas variações. Aí vai do gosto, criatividade e possibilidade de cada um. Pode-se também usar camarões, adicionar champions e outros elementos. Cada um faz a sua receita, eu faço a minha.

Ingredientes

02 pacotes de macarrão instantâneo de 80g (Pelo amor de Deus jogue fora o pacotinho de tempero que vem na embalagem)
½ cabeça de repolho pequena ralada em tiras
01 cenoura pequena ralada em tiras
01 pimentão pequeno cortado em tiras
150g de carne de primeira cortada em tiras
Molho de soja a gosto
Sal a gosto
Azeite de oliva ou óleo (se puder dê preferência ao azeite)

Modo de Preparo

Cozinhe o macarrão, escorra e reserve. Aqueça o azeite ou o óleo e jogue a carne para fritar. Quando esta estiver no ponto, adicione o repolho, a cenoura e o pimentão. Frite até que eles amoleçam um pouco. Em seguida coloque o macarrão e deixe fritar mais um pouco. Abaixe o fogo, jogue sal a gosto e mexa bem. Vá despejando o molho de soja na quantidade de sua preferência. Pronto, agora é só servir e se deliciar.

Rendimento: 02 pessoas

quarta-feira, 20 de junho de 2007

BERINJELA IRRESISTÍVEL


Ingredientes

4 berinjelas grandes
1 pimentão amarelo
1 pimentão vermelho
1 pimentão laranja
1 pimentão roxo
4 cabeças de alho
2 ou 3 folhas de louro
250ml de azeite aproximadamente
sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

Corte a berinjela e os pimentões em cubos, abra as cabeças de alho ao meio como se fossem laranjas. As bandas de baixo devem ficar inteiras e sem película. Separe o restante dos dentes, também sem película. Coloque o azeite, o louro, o sal e a pimenta-do-reino em uma assadeira ou pirex, misture-os e acrescente a berinjela, os pimentões e o alho. Cubra com papel alumínio e leve ao forno 180° por pelo menos 1 hora e 40 minutos, podendo chegar até às duas horas (na metade do tempo dê uma misturada nos ingredientes e observe o ponto desejado de retirar do forno).

Sugestão para acompanhamento: Pão italiano ou tipo caseiro.

Receita gentilmente doada pelo amigo Carlo Luiggi quando se hospedou em minha
casa, e apreciada até mesmo por quem ''odeia'' berinjela, alho e pimentão.

terça-feira, 29 de maio de 2007

PETIT GÂTEAU


Ingredientes

120 g de chocolate amargo picado
100 g de manteiga
2 ovos inteiros
2 gemas
1/4 de xícara (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de farinha de trigo

Modo de preparo

Derreta o chocolate em uma panela em banho-maria e junte a manteiga, mexendo até que fique homogêneo, liso e brilhante. Em uma vasilha, bata os ovos, as gemas e o açúcar até que os ingredientes fiquem bem incorporados. Retire o chocolate do fogo e despeje aos poucos na vasilha dos ovos misturados. Mexa até que os ingredientes estejam integrados. Misture suavemente a farinha de trigo. Unte forminhas pequenas, próprias para petit gâteau, com manteiga e cacau em pó e asse em forno pré-aquecido a 250ºC, por cerca de 7 até 10 minutos (teste uma forminha antes, para saber a temperatura correta de seu forno. O petit gateau deve estar consistente por fora e mole por dentro). Desenforme num prato e sirva com sorvete de creme.


Esta receita do Olivier Anquier rende 9 unidades. O grande segredo desta simples e sofisticada receita é o tempo que leva no forno, após seis minutos, é bom pegar um palito e ir testando se está assado por fora e mole por dentro. Outra opção é sacrificar um dos Bolinhos como prova, este é do santo.

Estou pensando em fazer variações, usar chocolate branco e/ou colocar amêndoas torradas na forminha.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

PANQUECA AO VELHO DIU

Ingredientes

Para a Massa:

1 ½ caneca de leite
1 ½ caneca de farinha de trigo
1 caneca de folhas e talos de espinafre picados
03 ovos
01 colher de sopa de manteiga
Sal a gosto

Para o Recheio:

200g de ricota de búfala
01 ramo de rúcula
150g de tomate seco

Modo de Preparo

Massa: No liquidificador coloque o leite e o espinafre picado e bata bem. Em seguida, derreta a manteiga sem deixar queimar e adicione junto com os ovos e o sal. Bata mais uns minutos, adicione a farinha de trigo aos poucos e deixe bater bem até ficar totalmente homogênea. Desligue o liquidificador e deixe a massa descançar por uns vinte minutos enquanto prepara o recheio.

Recheio: Corte a ricota em cubinhos bem pequenos e reserve. Devidamente higienizada, desfolhe todas as folhas do ramo de rúcula e pique-as bem e reserve. Escorra o excesso de óleo da conserva do tomate seco e pique bem picadinho. Junte com a ricota e a rúcula e misture bem.

Montagem: Numa frigideira adicione um fio de óleo, deixe esquentar em fogo baixo. Adicione uma concha da massa deixando-a cozinhar virando de lado em seguida. Use pouco óleo para que a massa não fique gordurosa em demasia. Retire-a, coloque-a em um prato untado com margarina, ponha um pouco de recheio ao centro e enrole.

Molho: Use o molho de sua preferência para esta panqueca. Uma boa sugestão é o molho branco com chapions. Na ilustração ela foi servida com molho de tomate e queijo parmesão sem gratinar.

Esta receita eu criei a partir de uma anterior postada por Luciano, a Panqueca Verde. Achei interessante, mas senti necessidade de dar contraste ao sabor da massa e do recheio e de, também, torná-la mais light ainda, sem fritura para fazer o recheio. Coloquei em prática no dia das mães e a aprovação foi total. Até Edmundo que destesta ricota, rúcula, espinafre e comida light em geral falou: Velho Diu, sua panqueca tá perfeita!


quarta-feira, 16 de maio de 2007

SUFLÊ DE VERDURAS

Ingredientes

Recheio

Verduras cortadas em pequenos cubinhos. (Sugestões: batata, cenoura, chuchu, brócolis, etc.)
1 dente de alho picado
1 cebola picada

Massa

2 ovos
2 colheres de sopa de manteiga
1 pacote de 50g de queijo ralado
1 copo de leite ou 1 caixa de creme de leite
sal a gosto
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo

Recheio

Cozinhe as verduras e, em seguida, refogue-as em manteiga ou azeite de oliva, com 1 dente de alho e 1 cebola picada. Pode acrescentar um pouco de coentro e cebolinha, se desejar. Reserve-as.

Massa


Inicialmente bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto o fermento e a farinha de trigo. Depois, misture-os à esta massa e bata novamente. Misture um pouco da massa às verduras, até umedecê-las, pondo, em seguida, em uma forma untada e polvilhada e cobrindo com o restante da massa. Leve ao forno até dourar.

Certo dia eu estava com minha prima Olívia, já perto da hora do almoço e comentei com ela que tinha esquecido de tirar a comida do freezer. Iria pra casa, mas não daria tempo de descongelar. Aí ela me ensinou a receita deste suflê, que foi a salvação! Muito bom, assim como tudo que Olívia faz. (Quem não conhece a sua torta de limão?!!)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

BOLO DE CARNE

Ingredientes

400 g de carne de 1° moída
1 tomate sem pele, picado
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho picado
2 colheres de sopa de azeite de oliva
Sal ou tempero pronto a gosto
1 ovo batido com gema e clara
1 colher de farinha de trigo
1 pote de requeijão cremoso
Queijo ralado para cobrir e gratinar

Modo de Preparo

Frite a cebola, o alho e o tomate no azeite de oliva. Desligue o fogo e junte a carne moída, devidamente temperada com sal ou tempero pronto; misture o ovo batido e a farinha de trigo. Unte um refratário com margarina, deite um pouco do requeijão; espalhe o bolo de carne temperado, cubra com o resto do requeijão e espalhe queijo ralado por cima. Leve ao forno baixo, por 1 hora e meia.
Esta é mais uma do meu paiúcho Arcy.
Acompanhe com arroz branco e batata palha! Decore com champions ou tomate seco ou use ainda a sua imaginação e bom gosto!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

BOLO DE AIPIM


Ingredientes

1 kg de aipim (cortado em pequenos pedaços)
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina
3 ovos
2 xícaras de açúcar
1 copo de 200 ml de leite de coco ou 1 garrafinha
1 pitada de sal

Modo de Preparo

Bata tudo no liquidificador. É recomendável que vá colocando o aimpim aos poucos. Bater bastante. Caramelize uma forma com 2 colheres rasas de açúcar e 1 colher de sopa de manteiga. Obs: Não deixe que a forma fique muito cheia desse caramelo pois se penetrar no bolo pode não ficar muito gostoso. Se desejar, coloque pedacinhos de côco na massa (pode ser côco queimado). Asse em forno já aquecido. Bom apetite!
Esta receita foi da minha amiga Edilene. Ela já tinha me enviado há tempo, mas só ontem pude fazê-lo. E que delícia de bolo é essa?! Foi tudo que ela tinha me falado e mais um pouquinho: é macio, gostoso, bonito... Valeu, Edi e continue contribuindo!

terça-feira, 8 de maio de 2007

PANQUECA VERDE


Ainda que contrariando uma regra básica do blog (a de só postar receitas testadas por nós), coloquei este vídeo aqui. Com o tempo parco que se me apresenta nestes últimos tempos (vale a redundância), vocês iam ter de esperar um bocado... A seguir as palavras da nutricionista e seu gerundismo atualmente inadequado: "um fio de óleo pra gente poder estar aquecendo, fazendo, montando a panqueca". Mesmo assim este negócio me parece interessante! Então, lá vai...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

PURÊ RECHEADO




Ingredientes

Para o Purê:

6 batatas grandes
1 colher de sopa cheia de manteiga
Sal a gosto
Leite enquanto baste

Para o Recheio:

50g de bacon cortado em cubos bem pequenos
200g de carne moída de 1ª
1 tomate grande
½ cebola grande
½ pimentão
1 punhado de coentro
1 punhado de cebolinha
1 colher de sobremesa de extrato de tomate
1 folha de louro
250ml de molho de tomate
250g de mussarela
Queijo ralado a vontade

Modo de Preparo

Purê:

Descasque as batatas, corte em pedaços e cozinha em água fervente até amolecer. Ainda quente, jogue os pedaços das batatas numa peneira fina e amasse-os com o auxílio de um pilão, colocando o conteúdo numa panela. Adicione a manteiga, o sal e leve ao fogo baixo. Aos poucos vá adicionando o leite e mexendo bem até que o purê cozinhe e comece a borbulhar. O purê não deve ser mole. Por isso, cuidado ao adicionar o leite.

Recheio:

Coloque os cubinhos de bacon numa panela em fogo baixo e deixe que estes soltem sua gordura natural. Enquanto isso corte o tomate sem sementes, o pimentão, a cebola, o coentro e a cebolinha em pedaços bem pequenos. Quando o bacon soltar a gordura, adicione o extrato de tomate deixando os pedaços de bacon na panela. Deixe dourar levemente e jogue todos os temperos cortados fritando por dois minutos. Adicione o tempero pronto, a carne moída e a folha de louro. Misture bem. Tampe e deixe cozinhar em fogo bem baixo por meia hora. Periodicamente mexa bem o conteúdo da panela. Retire e dispense a folha de louro.

Montagem:

Coloque metade do purê num refratário untado com manteiga. Alise bem para deixar a superfície plana. Forre com metade da mussarela e distribua metade do molho de tomate. Coloque a carne moída e cubra com o restante do purê. Alise novamente a superfície e cubra com restante da mussarela. Distribua o restante do molho de tomate e polvilhe queijo ralado a vontade.

Leve ao forno médio até derreter e gratinar a mussarela.

Rendimento: 4 pessoas



Após assado decore com folhas de majericão frescas.

CACHORRO QUENTE


Ingredientes

08 salsichas
01 tomate grande
½ cebola pequena
¼ de pimentão pequeno
01 colher de sopa cheia de coentro bem picado
01 colher de sopa cheia de cebolinha bem picada
01 colher de sobremesa de manteiga
02 colheres de sopa de azeite de oliva
01 colher de sobremesa de extrato de tomate
04 colheres de sopa de catchup
50ml de água
Sal ou tempero pronto a gosto

Modo de Preparo

Corte o tomate sem sementes, a cebola e o pimentão em pedaços bem pequenos. Numa panela coloque o azeite de oliva e a manteiga, deixe esquentar e doure levemente o extrato de tomate. Em seguida, despeje o tomate, a cebola, o pimentão, o coentro e a cebolinha mexendo bem e deixando fritar por dois minutos. Adicione a água e abaixe o fogo ao mínimo possível. Tampe e deixe cozinhar por cinco minutos. Coloque as salsichas e deixe-as cozinhar até amolecerem na textura desejada. Adicione o catchup e mexa bem.
Rendimento: 08 unidades

Alguns ingredientes são usados para incrementar o Hot Dog. Queijo ralado, batata palha, milho verde, mostarda, maionese, carne moída e muitos outros. Use sua imaginação e seu bom gosto.
Receita postada a pedido do amigo Ricardo Mendes.

terça-feira, 24 de abril de 2007

FAROFA D`ÁGUA


Ingredientes

200 ml de água
02 colheres de sopa de azeite de oliva
01 tomate pequeno sem sementes
½ cebola pequena
01 punhado pequeno de coentro
Sal a gosto
Farinha de mandioca enquanto baste (não deve ser farinha de copioba)

Modo de Preparo

Morne a água levemente. Adicione o azeite de oliva o sal e misture bem. Coloque o tomate e acebola em pedaços bem pequenos. Vá adicionando a farinha aos poucos e mexendo com um garfo ou com as mão desfazendo os caroço maiores até que a consistência fique bem sequinha. Adicione o coentro bem picado e misture mais. Ideal para aconhamento de bode e carneiro.

Obs: Esta farofa nunca ficará seca como uma farofa comum mas não deve também ficar muito úmida, assim como não será tão fina.

Bode Frito, ideal para ser servido acompanhado da Farofa D`água.

sábado, 21 de abril de 2007

GNOCCHETTI À BOLONHESA



Ingredientes:

2 colheres de sopa de óleo
2 fatias de bacon picadas
2 cebolas raladas
1 cenoura em pedaços
400 g de carne magra moída
sal e pimenta-do-reino a gosto
4 dentes de alho espremidos
1 maço de tempero verde
1 folha de louro
7 tomates sem pele nem sementes
2 xícaras de chá de vinho tinto
1 tablete de caldo de carne dissolvido em 2 xícaras de chá de água
400 g de talharim
1 coher de café de óleo para ferver com o macarrão

Modo de preparo:

Molho

Leve ao fogo o óleo e o bacon, deixando fritar sem torrar demais. Refogue aí a cebola e a cenoura. Junte a carne, o sal, a pimenta, o alho, tempero verde amarrado com uma linha e o louro. Adicione o tomate picado e deixe por 15 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente o caldo de carne e o vinho. Tampe, baixe o fogo e deixe cozinhar por 2 horas para que o molho fique encorpado e com melhor sabor. Retire o tempero verde.

Macarrão

Cozinhe o macarrão em bastante água fervente com sal e óleo. Deixe no fogo por 8 a 10 minutos. Escorra e passe para uma travessa. Tempere com o molho e polvilhe queijo ralado.

domingo, 15 de abril de 2007

ENSOPADINHO DE RINS


Ingredientes

02 rins bovinos
01 tomate
½ cebola
¼ de pimentão
02 talos de cebolinha (use até a parte branca, dispensando apenas as raízes)
01 punhado de coentro
Tempero pronto a gosto
Azeite de oliva à vontade

Modo de Preparo

Limpe bem os rins, retirando o sebo e as glândulas urinárias. Lave em água corrente e deixe de molho por 1h na água com bastante vinagre. Escorra e lave novamente com água e vinagre. Escorra até secar bem. Tempere com o tempero pronto a gosto e deixe numa vasilha tampada por 1h fora da geladeira. Escorra bem novamente e dispense o caldo.

Numa frigideira pequena, coloque o azeite de oliva para esquentar e vá fritando os rins cuidadosamente de dois em dois pedaços. Numa vasilha à parte, coloque uma peneira de metal e vá colocando os rins já fritos, de modo que não perca o caldo que eles escorrerão. A cada par de rins frito, retire com uma colher o bagaço que ele vai soltando na frigideira, escorra e misture com o caldo escorrido após a fritura. Se necessário, vá adicionando mais azeite de oliva para a fritura. Depois que todos os pedaços estiverem fritos, coloque mais um pouco de azeite na mesma frigideira. Deixe esquentar e frite bem o tomate, a cebola, o pimentão, o coentro e a cebolinha bem picados. Jogue o caldo da fritura reservado, abaixe bem o fogo e deixe os temperos cozinharem até ficarem moles. Adicione os rins para esquentar levemente e sirva.
Rendimento: 02 pessoas

Obs: Os rins devem ser bem limpos e os processos de lavagem e molho no vinagre, seguidos à risca. Caso o cheiro durante a fritura seja desagradável, é sinal que não estão limpos o suficiente e devem ser descartados.

Caso você não tenha uma peneira de metal, coloque uma vasilha com um calço para ficar inclinada. Após fritar os rins, ponha-os na parte mais alta e deixe que o caldo escorra para baixo. Depois é só separá-los.

O SABOR DA INFÂNCIA

Eu cresci sentindo sabores maravilhosos de comidas caseiras feitas por Mame Blue. Esta receita é uma delas. Algumas publicarei aqui, outras guardarei o segredo para filhos e netos.

BATATAS GRATINADAS AO ORÉGANO


Ingredientes

02 batatas grandes
Azeite de oliva a vontade
Orégano a vontade
Queijo parmesão ralado em tiras a vontade
Sal a gosto

Modo de Preparo

Descasque e corte as batatas em rodelas grossas de aproximadamente 1cm. Cozinhe tampada com sal a gosto por 5min após a fervura. Desligue o fogo e deixe mais 5min. Escorra e arrume as rodelas numa assadeira devidamente untada com mateiga. Regue com o azeite de oliva, polvilhe o queijo e, por último o orégano. Asse em forno médio até gratinar o queijo.

Rendimento: 03 pessoas

Este acompanhamento pode ser usado em aves, carnes e peixes.

ARROZ CANARINHO


Ingredientes

01 copo de arroz
02 copos de água
01 dente de alho grande
½ cebola
¼ de pimentão
01 colher de chá de açafrão
02 colheres de sopa de azeite de oliva
Sal a gosto
















Modo de Preparo

Coloque a água para pré-aquecer em fogo baixo, enquanto faz o tempero e refoga o arroz. Num tacho, pile o alho, a cebola e o sal até formar uma pasta. Adicione o açafrão e misture. Numa panela coloque o azeite para esquentar. Quando estiver quente, jogue a pasta e deixe dourar levemente. Adicione o arroz e vá misturando até refogar por 1min. Coloque a água pré-aquecida e mexa com um garfo. Cozinhe destampado em fogo alto até que a água seque completamente (durante o cozimento, mexa o arroz com um garfo umas três vezes). Desligue o fogo e tampe a panela. Deixe mais 5min para terminar o cozimento no vapor. Destampe a panela tendo o cuidado de não deixar a água da tampa, formada pelo vapor, cair no arroz. Deixe descansar por 5min. Enquanto descansa, corte o pimentão em tiras finas e em seguida faça cubos bem pequenos conforme ilustrado na foto. Após os 5min, jogue o pimentão cortado em cima do arroz e vá mexendo cuidadosamente com um garfo para soltá-lo e misturar o pimentão.

Rendimento: 03 pessoas




Esta receita foi criada hoje, de última hora, para o almoço dominical. Eu, Edmundo e Mame Blue aprovamos!

ESPAGUETE AO PESTO DE BRÓCOLIS

ATÉ QUE ENFIM!


Convidado para postar aqui desde o início do Blog por meus amados irmão e cunhada, só agora consegui chegar de corpo e cabeça para me desincumbir de tal e deliciosa responsabilidade.
Fiquei pensando durante um bom tempo por onde iria começar e terminei decidindo por uma receita que nunca testei, apostando, no escuro, no bom gosto e amor pela gastronomia que uma grande amiga paulista - que foi quem me deu a dita - nutre no seu coração. Receita vinda dela não tem me dado desgosto ainda que me devaste os bolsos, mas isso é outra história que não cabe contar aqui.

Como amo espaguete, são os segredos de um deles que ora transcrevo.

Ingredientes

1 brócolis de aproximadamente 450g (utilizar só as flores)
1/2 xíc. (chá) de piñoli
1 col. (chá) de alho amassado
1/2 xíc. (chá) de queijo parmesão ralado
1/3 de xíc. (chá) de azeite de oliva extravirgem
sal a gosto
1 pacote (500g) de espaguete de grão duro
5 litros de água
sal e um fio de azeite para cozinhar a massa
pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Preparo

Cozinhe o brócolis em panela com água fervente e sal por cerca de 5 minutos. Reserve 1/4 de xícara (chá) da água do cozimento. Escorra e coloque em uma bacia com água fria e gelo por 5 minutos e escorra novamente (choque térmico, para deixar crocante). Numa frigideira antiaderente, doure os piñoli com o alho e azeite usando fogo moderado e mexendo sempre. Num liquidificador ou processador bata o brócolis cozido, os piñoli com o alho, a água do cozimento reservada, o queijo parmesão e o azeite de oliva até obter um creme. Cozinhe a massa al dente em uma panela com 5litros de água, sal e um fio de azeite. Escorra e incorpore o molho. Finalize com a pimenta-do-reino e sirva em seguida.

sábado, 14 de abril de 2007

CUSCUZ TABAJARA

Kuz-kuz ou alcuzcuz é prato nacional dos mouros da África Setentrional. Inicialmente era feito com arroz ou sorgo, e passou a ser de milho americano (Zea mayz) quando este irradiou-se pelo mundo por volta do século XVI. Para outros autores, o cuscuz é de origem árabe.

No Brasil Colonial, o cuscuz era a manutenção de famílias pobres e circulava entre os consumidores modestos. Julgava-se comida de negros, trazida pelos escravos, porque provinha do trabalho obscuro e era vendido em tabuleiros, pelos mestiços, filhos e netos de cuscuzeiras anônimas.

No Brasil, há dois tipos de cuscuz: o do Centro-Sul e o do Nordeste. Em ambos, a massa é de milho. O cuscuz paulista e mineiro constitui uma refeição substancial e é feito com farinha de milho, recheado com camarão, peixe ou frango e com molho de tomate. O cuscuz nordestino é uma massa de milho (usa-se a fubá) temperada com sal, cozida no vapor de água e depois umedecida com leite de coco. Cuscuz com manteiga é prato matinal ou da ceia da noite.

Aqui na Bahia, em Feira de Santana, é produzida uma fubá de milho que pra nós (eu e Luciano) é especial. Tem gosto de infância, família e interior. Falo isso porque em Salvador é difícil encontrar a fubá Tabajara (não confundir com os produtos das "Organizações Tabajara" by Casseta e Planeta!! :-) ). Porém pode ser encontrada em casas de produtos naturais como o Grão de Arroz. Segue a receita do cuscuz:

Ingredientes:

1/2 kg de creme de milho Tabajara
3 colheres de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de sal
1 colher de sopa de goma ou farinha de mandioca
1 e 1/2 xícara de chá de água

Modo de preparo:

Coloque todos os ingredientes secos numa tigela e vá adicionando a água até obter uma mistura úmida e solta. Passe a mistura em uma peneira fina e coloque no cuscuzeiro levemente, sem pressionar. Leve ao fogo até o aroma se espalhar pelo ambiente. Sirva com manteiga.

Referências:

CUSCUZ. In: Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuscuz. Acesso em 14 abr. 2007.

SOUZA, M.D.C.A. e HARDFT, P.P. Evolução dos hábitos alimentares no Brasil. Brasil Alimentos, n. 15, 2002.

Nota de Luciano:
Não se pode deixar de fazer referência a Mame Blue aqui, já que ela foi a reponsável por criar em mim um gosto especial pelo cuscuz feito com está marca de fubá. Mesmo quando, na cidade onde estávamos morando, ela não achava um lugar onde encontrar a Tabajara, sempre dava um jeito: pedia pra uma amiga, comprava em grande quantidade e estocava, etc. Enfim, sempre tínhamos um legítimo cuscuz Tabajara fazendo a festa do café da manhã ou da noite (e isso, muito antes de Bussunda e sua turma criarem a organização homônima).
Já comi cuscuz feito com muitos outros tipos e marcas de fubá, mas igual à Tabajara, não há. E Val, há muito, concorda comigo. Só espero que depois desse comercial, o fabricante resolva nos presentear com uma bela guarnição para o nosso estoque :-).

sexta-feira, 13 de abril de 2007

CRUZ MACHADO AO MOLHO DE TANGERINA



Ingredientes


Suco de 1 dúzia de tangerina
1 pacote de creme de cebola
2 cubos de caldo de carne dissolvidos em 2 copos (tipo requeijão) de água quente
1 peça de cruz machado com 2 kg cortada ao meio
2 colheres (de sopa) de açúcar
2 colheres (de sopa) de manteiga
Azeite a gosto
Sal a gosto

Modo de preparo

Num liquidificador bata suco tangerina junto com o creme de cebola e caldo de carne, este último já previamente dissolvido em água quente. Reserve.

Numa panela de pressão em fogo médio coloque a cruz machado cortada ao meio e salpique açúcar, adicione manteiga e azeite a gosto (para não queimar a manteiga) e passe a carne até dourá-la por todos os lados.

Salpique sal a gosto.

Despeje o molho (reservado acima) na panela de pressão e cozinhe por +/- 50 minutos após pegar pressão (ou numa panela comum por +/- 1 h 30min).

Esta receita foi tomada de empréstimo do programa de Ana Maria Braga. É preciso esclarecer que lá, cruz machado é paleta e tangerina é mexerica. Coisas desse país continental onde pululam regionalismos.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

ASINHAS À MODA GAÚCHA

Ingredientes

01k de asinhas de frango
Tempero pronto a gosto
01 colher de sobremesa de óregano desidratado
01 colher de sobremesa de sálvia desidratada
02 limões
05 latinhas de cerveja bem geladas

Modo de Preparo

Lave bem as asinhas com os limões e água e escorra bem. Tempere com o tempero pronto a gosto. Coloque num recipente e polvilhe por cima o orégano e a sálvia. Despeje o conteúdo de uma lata de cerveja e misture bem. Tampe e deixe de molho por 30min. Espete as asinhas e asse em churrasqueira, virando periodicamente, até que estejam bem coradas. Beba as outras quatro latinhas enquanto assa e degusta esta delícia.

ESPETINHO À MARISTELA

Ingredientes

Filés da camarões grandes
Queijo coalho
Ovos
Farinha de trigo
Farinha de rosca
Sal ou tempero pronto

Modo de Preparo

Tempere os filés de camarão com sal ou o tempero pronto a gosto uns 15min antes de assar. Corte o queijo coalho em cubos proporcionais ao tamanho dos filés. Bata os ovos, gema e clara juntos, até que fique com uma coloração homogênea.

Montagem dos Espetos

Use espetos finos para não quebrar os camarões ao espetar. Espete alternadamente um camarão e um queijo até completar o espaço utilizável do espeto. Polvilhe bastante farinha de trigo por cima de todo o conteúdo espetado. Pincele bastante com o ovo batido. Polvilhe por cima a farinha de rosca generosamente. Asse longe do fogo, virando o espeto periodicamente, até que a capa esteja crocante e dourada. Sirva sempre um filé de camarão junto a um cubo do queijo.
Obs: Não especifiquei quantidades na receita, pelo fato de que isto irá variar em função da quantidade de pessoas no churrasco, dos outros elementos que estejam sendo servidos e etc. Fique a vontade para definir a sua.
Receita da minha amiga Maristela de Imbassahí, uma praia de Mata de São João-Ba, a 80km de Salvador. Quando tinha barraca na praia, ela servia este prato em espetinhos de madeira, só que eram fritos. Tive a idéia de fazê-los na brasa e ficou muito bom. Vale conferir. Um beijão Maristela!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

RISOTO DE CAMARÃO COM ERVAS

Ingredientes

01 copo de arroz parbolizado
150g de filé de camarão
½ cebola pequena
01 dente de alho
200ml de creme de leite fresco
01 colher de sobremesa rasa de açafrão
01 colher de sopa de salsinha fresca bem picada
01 colher de sopa de cebolinha bem picada
01 pitada de alecrim desidratado
01 pitada de orégano desidratado
Azeite de oliva
Água mineral
Sal a gosto
Tempero pronto a gosto

Modo de Preparo

Tempere o filé de camarão, devidamente lavado com limão e escorrido, com tempero pronto. Deixe no tempero por 10min. Coloque o camarão no azeite de oliva já quente, em fogo brando, e deixe que o camarão solte sua água até cozinhá-lo. Tire o camarão com uma escumadeira e reserve. Adicione a água mineral ao caldo do camarão até que complete 02 copos. Aqueça em uma panela a parte em fogo baixo. Não deixe ferver. Enquanto isso, pise o alho, a cebola e o sal em um tacho. Noutra panela, aqueça mais um pouco de azeite de oliva e refogue-os. Jogue o arroz misturando bem. Adicione o caldo do camarão com água já aquecidos e o açafrão. Deixe cozinhar em fogo baixo até que seque completamente. Desligue o fogo e mexa o arroz com um garfo de duas pontas para soltá-lo. Jogue o camarão, a salsa, a cebolinha, o alecrim, o orégano e o creme de leite que deve estar levemente morno. Misture com o garfo e sirva imediatamente.

Rendimento: 03 pessoas

Cuidado! O orégano e o alecrim possuem gostos muito acentuados, portanto não exagere.

NAS COMPRAS

Foto: Luciano Carôso - Feira de Santo Amaro da Purificação, Natal de 2006

A qualidade da comida é diretamente proporcional a qualidade dos produtos utilizados. Por isso, na hora de comprar, é preciso estar atento às condições dos frutos, legumes, hortaliças, pescados, carnes e demais produtos in natura, bem como nas marcas dos produtos embalados e industrializados que serão usados no preparo dos pratos.

Eu mesmo, adoro fazer as compras. Adoro uma feira, escolher os produtos um a um, conversar com os outros compradores, trocar dicas e receitas, pechinchar com o "freguês"*. Pra mim, o prazer de cozinhar começa neste momento e termina lavando os pratos.

*Esta expressão, "Freguês", é muito comum nas feiras baianas. Assim o dono da banca chama o cliente e vice-versa.

PIZZA DE MAME BLUE


Ingredientes

1½ caneca de farinha de trigo
01 colher de chá de sal
01 colher de sobremesa de fermento químico
01 colher de sopa de manteiga
½ caneca de leite
300g de mussarela fatiada
300g de presunto fatiado
01 tomate grande maduro
01 cebola grande
04 colheres de sopa de azeite de oliva
04 colheres de sopa de catchup
01 colher de sopa de mostarda
01 pitada de pimenta do reino com cominho moída

Modo de Preparo

MASSA: Numa bacia plástica, coloque a farinha, o sal, o fermento, a manteiga e o leite. Misture bem os ingredientes até que a massa fique homogênea e solte completamente das mãos e da bacia. (Quando a massa está no ponto certo, ela fica macia e não gruda mais nada nos dedos e no plástico). Cubra completamente a bacia com um pano úmido e deixe descansar por no mínimo 10mim. Abra a masssa numa assadeira com as próprias mãos, colocando no centro e abrindo para as extremidades. Se a massa oferecer resistência para abrir, não está no ponto certo. Em seguida pré-asse em forno médio por 15min.

MOLHO: Rale a cebola em um ralo de furinhos. Não caia na tentação mais cômoda de bater a cebola no liquidificador, não terá o mesmo efeito. Adicione o azeite, o catchup, a mostarda e a pimenta do reino e misture bem..

RECHEIO: Corte o tomate, sem sementes, em rodelas bem finas. Cubra a massa totalmente com o presunto. Distribua metade do molho. Arrume por cima os tomates. Cubra com a mussarela e espalhe o restante do molho.

Leve ao forno médio por mais 15min ou até que o queijo esteja completamente derretido.

Esta pizza é a marca da minha infância. Minha mãe sempre fazia do jeitinho que aqui está. Hoje, de vez em quando, faço algumas variações no recheio. Uso tipos de queijos diferentes, coloco ovos cozidos, pimentões, orégano, etc. Vou fazendo o que der vontade. Use também a sua imaginação. No entanto, desta forma original, ela é uma delícia.

Algumas pessoas acham o molho muito ácido por causa da cebola. Se este for o seu caso, cozinhe o molho em fogo bem baixo por 05min.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

CASA DO COMÉRCIO - “O Aprendiz de Cozinheiro”

De janeiro a julho de 2006, fiz um curso intensivo de cozinheiro no SENAC, Casa do Comércio, Salvador-Ba. Esta experiência foi muito produtiva e fascinante. Logo de cara, melhorei muito no manuseio dos equipamentos e utensílios de cozinha. Ainda não tinha falado sobre isto por aqui, mas sou um sujeito desastrado, com pouquíssima, para não dizer nenhuma, habilidade manual. Vivia me cortando, principalmente o indicador esquerdo, aleijadinho que é, em virtude de um acidente automotivo, tava sempre na alça de mira das facas. Na primeira semana de aulas práticas, podem acreditar, cinco cortes nas mãos. Como não podíamos trabalhar com nenhum tipo de ferimento exposto, tive que enfaixá-las. Gozação na certa. Um dos professores logo perguntou se eu tava fazendo curso para cozinheiro ou para múmia. Lá se vão nove meses que concluí o curso e nenhum corte além daqueles cinco.

Mas isto, foi só um ponto pequeno na imensa reta de benefícios que o curso me trouxe. Começo pelas amizades, vitais para qualquer um. Fiz algumas boas por lá. Adolfo (a Monosa da receita do Bacalhau, lembram?), o mais velho da turma, nem por isso o mais ajuízado. Bruno, o carioca milico apaixonado por cozinha. Ana, a cozinheira mais bonita do Brasil, como eu a chamo. Miguel, outro corôa boa praça (será que não era mais velho que Adolfo? Não sei) que nas aulas de inglês da super simpática professora Cláudia, o apelidei de My Girl. Manoel, meu colega de praça, pau para toda obra. André, que de tão comprometido com o curso, terminou por ser contratado como instrutor da casa. Ricardo, mais conhecido como Flower, companheiro de fumódromo assim como Adolfo. Não fiquem magoados comigo, aqueles que não citei aqui, sempre fica alguém fora da lista, a memória é traiçoeira. Na verdade, adorei a turma toda.

Por falar em instrutor, os professores da prática, deixaram saudades. Cada um a seu estilo, foi deixando uma contribuição para meu desempenho culinário e meu crescimento pessoal. Ainda bem que, com boa parte deles, ainda tenho contato, por e-mail ou telefone. Sei que brevemente vai rolar um novo reencontro.

O curso consiste no seguinte. Na Casa do Comércio, um dos prédios do Senac de Salvador, na Avenida Tancredo Neves, bairro da Pituba, tem um restaurante internacional homônimo, que funciona como uma escola. Seus funcionários, além dos instrutores, são os alunos. Cozinheiro, garçon, bar-man, enfim, alunos da área. Primeiro você passa um mês com aulas teóricas extremamente importantes para quem quer se profissionalizar. É aí que se estuda normas de segurança, higiene, administração, ética profissional, nutrição e tudo que diga respeito ao universo de um restaurante. Vencida esta etapa, começa a parte pela qual todos ficam ansiosos, a prática. Aí você vira um funcionário da casa, só que, sob a batuta dos instrutores e sendo avaliado a cada instante, sobre todos os aspectos.

A cozinha é uma Babilônia, uma utopia. Imensa e super equipada, é dividida pelo que lá, eles denominam praças. Cada uma com a sua finalidade específica. A turma se divide em duplas que passam quinze dias em cada uma delas. Açougue, onde se trata e tempera as carnes, aves e peixes. Garde-Manger, onde se confeccionam as saladas e os frios. Lá se aprende muito também sobre decoração de pratos, esculturas em frutas e etc. Nesta parte, diga-se de passagem, fui, e sou, uma negação total. Patissaria, responsável pelas massas, pães e sobremesas. Rotisseria, onde se preparam os grelhados, e o Saucier, boneca dos olhos de todos os alunos, responsável pelos molhos e a montagem final dos pratos. Vale salientar, que tudo que se faz ali, vai ser servido aos clientes de um restaurante internacional, aberto ao público, com uma grande reputação na cidade, ou seja, uma responsabilidade e tanto.

Correndo por fora, a última praça, a Família. Lá se prepara a refeição de todos os alunos e funcionários da Casa do Comércio, que é servida das 18:30hs às 20:00hs. Aí você aprende a diferença entre fazer um almoço pra família ou amigos e cozinhar para trezentas pessoas. É lá que uma pitada de sal pode significar uma mão cheia, que uma ajudazinha ao instrutor pode significar: - Adriano, vá na câmara, pegue 10kg de batada, lave, descasque e corte em pedaços. Haja coluna, haja calo nas mãos, haja quilômetros andando da praça para a câmara, da câmara para a praça, da praça para o refeitório e por aí vai... Como já falei antes, o lugar é imenso. Valeu. É o que posso falar. É a praça mais detestada pelos alunos, pra mim no entanto, foi uma das mais importantes. Primeiro porque me deu muito mais segurança em enfrentar grandes eventos. Segundo porque nela, tive a oportunidade de conhecer Jaime, seu instrutor. Uma figura maravilhosa que, além de muito me ensinar, me deu as maiores oportunidades de ser eu mesmo, dentro daquela cozinha. É até injustiça falar assim de Jaime e deixar os outros de lado. Como disse, todos ao seu estilo, tiveram importância fundamental na minha experiência. Adriano, que descobri durante o curso, ter sido meu aluno de matemática no 2º grau. Edvaldo, o mais engraçado. Vieira o mais casquinha. Uelsimar, o mais sério. Todos estes, junto com Adolfo, viraram companheiros de madrugada. Após uma noite exaustiva de trabalho, nada como uma geladinha no Mercado do Rio Vermelho para relaxar e trocar mais experiências. E ainda, Cristiano, instrutor da cozinha didática. Uma sala-de-aula-cozinha, onde a gente aprende elementos que não fazem parte do cardápio do restaurante. Comida italiana, baiana, saladas e etc. Foi ele quem fez o um dos acarajés mais gostosos que já comi. O interessante é que participamos do preparo, desde o trato do feijão, passando pelo bater da massa, à modelagem do bolinho, até a sua fritura. E, por fim, Mestre Bispo. O chefe de todos, por isso mesmo, o mais exigente. No fundo, aquela cara fechada, esconde um coração enorme, uma pessoa doce e adorável.

Foram meses maravilhosos que guardo na lembrança com muito carinho. Muito me valeram as experiências que vivi ali. Não posso dizer que aprendi a cozinhar no SENAC, lá já cheguei com uma base fundamental, que foi tudo pra mim: a escola de Mame Blue. Mas, sem dúvida, me fez melhorar muito. Por isso, não podia deixar de registrar aqui, a minha história na Casa do Comércio.

MAFIOSO

Ingredientes

250g de massa para canelone(ver Massa Fresca)
150g de carne moída temperada(lembra do músculo do molho de tomate?)
100g de mussarela ralada
Molho Rosê a vontade(ver Tomates Recheados e Gratinados)
Queijo ralado a vontade

Modo de Preparo

Abra a massa do canelone até o nº 04 da máquina. Corte em pedaços retangulares de 15 x 10cm. Cozinhe até que ela fique al dente. Dê um choque térmico na massa imediatamente, molhando-a com água fria ou gelada. Misture a carne moída com a mussarela ralada. Em seguida monte os canelones. Em cada um, coloque um pouco da carne misturada com a mussarela e enrole. Arrume tudo numa assadeira deixando um pequeno espaço entre eles. Cubra-os com o molho rosê e polvilhe com queijo ralado a vontade. Leve ao forno médio pré-aquecido até gratinar.

Rendimento: 03 pessoas

Se precisar sobrepor os canelones, sempre coloque molho entre uma camada e outra.
O nome desta receita é inspirado no Cosa Nostra, restaurante italinao de Salvador. O canelone de lá, cujo recheio é só carne moída e o molho é de tomate, é chamado assim. Por favor, não me cobrem direitos autorais. Não tenho condições de pagar.

FILÉ DE PEIXE AO CROTONS

Ingredientes

06 filés de peixe
01 tomate cortado em cubinhos
01 colher de sopa de salsinha bem picada
02 colheres de sopa de alcaparras bem picadas
04 colheres de sopa de azeite
04 colheres de sopa de vinho branco seco
03 colheres de sopa de farinha de rosca
01 dente de alho picado
1/2 limão
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto

Modo de Preparo

Em uma assadeira coloque metade do azeite, arrume os filés sem sobrepô-los. Por cima, despeje o restante do azeite, distribua as alcaparras, o alho, os cubinhos de tomate, o vinho, o suco do 1/2 limão, o sal e a pimenta do reino(de preferênjcia, moída na hora). Polvilhe a farinha de rosca e leve ao forno médio pré-aquecido por 20min. Sirva imediatamente.
Rendimento: 02 pessoas

Arroz com brócolis e purê de batatas caem muito bem para acompanhar este prato. Sugestão do peixe: Tilápia(água doce) ou Merluza(água salgada).

PANQUECÃO ABERTO DO PAIÚCHO


Ingredientes

08 discos de panqueca de aproximadamente 25cm de diâmetro
03 bananas da prata maduras
200g de carne moída
02 ovos
01 tomate maduro sem sementes
½ cebola
01 pedaço pequeno de pimentão
03 colheres de sopa de azeite de oliva
Orégano a gosto
Molho de tomate
Queijo parmesão
Sal a gosto

Modo de Preparo

Recheio: Cozinhe os dois ovos, corte-os em pedaços pequenos e reserve. Corte as bananas em rodelas e reserve. Corte o tomate, a cebola o pimentão em pedacinhos bem pequenos e reserve. Tempere a carne moída com sal a gosto (aqui o tempero pronto vai muito bem). Aqueça o azeite de oliva, jogue o tomate, a cebola, o pimentão e deixe fritar por alguns minutos até que comecem a amolecer. Despeje a carne e vá misturando e mexendo sempre pra que ela cozinhe por inteiro. Quando a carne já tiver cozida, adicione o ovo misturando bem. Polvilhe um pouco de óreno e misture mais. CUIDADO! O orégano é um tempero de sabor muito forte, portanto não exagere.

Montagem do Prato: Unte uma forma refratária redonda com manteiga. Coloque um disco de panqueca e distribua parte do recheio. Coloque outro disco por cima e. distribua rodelas de banana. Coloque um pouco de molho de tomate por cima das bananas. Coloque outro disco de panqueca, o recheio, outro disco, bananas, molho e por aí vai até que por cima fique um disco de panqueca. Cubra com molho de tomate e polvilhe com queijjo parmesão a vontade. Leve ao forno baixo pré-aquecido por 10min e sirva.

Rendimento: 04 pessoas

Este prato é ideal para ser acompanhado com arroz de cenoura(arroz branco misturado com cenoura ralada crua).
A foto acima é do Sr Arcy Costa, meu paiúcho. Cozinheiro de mão cheia, muitas vezes nos aventuramos juntos em sua impecável cozinha do ap de Menino Deus(hoje ele mora em Santana, aonde ainda não tive o prazer de compartilhar a cozinha), em Porto Alegre. A receita é dele. Como não poderia deixar de ser, as adaptações são minhas. Eu te amo meu Paiúcho! Em breve nos veremos, com fé em Deus!

PANQUECA

Ingredientes

11/2 caneca de leite
11/2 caneca de farinha de trigo
01 colher de chá de sal
01 colher de sopa rasa de manteiga derretida
03 ovos

Modo de Preparo

Pegue a colher de sopa rasa de manteiga e leve ao fogo baixo até derreter sem deixar dourar. No liquidificador coloque nesta ordem, o leite, os ovos, a manteiga derretida, o sal. Bata por um breve tempo. Abra a tampinha do centro da tampa do liquidificador e, com ele em funcionamento, vá despejando aos poucos a farinha de trigo. Bata por 03 min. Desligue e deixe descansar por 10mim.
Aqueça uma frigideira de teflon levemente untada com manteiga em fogo brando e despeje a massa. Deixe cozinhar e vire o lado. Cozinhe o outro lado e reserve o disco. Repita o processo até terminar a massa.
Aí é colocar o recheio de sua preferência, enrolar cada panqueca, arrumar em uma travessa e cobrir com o molho que desejar.

Rendimento aproximado: 25 discos. Obs: O rendimento depende do diâmetro da frigideira e da espessura que você fizer o disco. Este rendimento está calculado para uma com aproximadamente 15 cm de diâmetro com discos bem finos.

Dica: O conteúdo de uma caneca é o mesmo que o de uma lata de leite condensado

NHOQUE

Ingredientes

01kg de batatas
02 gemas
01 colher de sopa de manteiga
02 colheres de sopa de queijo ralado(para a massa)
Sal a gosto
Queijo ralado a vontade para polvilhar
Farinha de trigo(colocar aos poucos até a massa chegar ao ponto de enrolar os nhoques)


Modo de Preparo

Primeiro cozinhe as batatas em rodelas finas até amolecer. Em seguida, escorra as batatas cozidas espremendo-as. Adicione as gemas, a manteiga, o queijo ralado e o sal. Misture tudo e vá colocando a farinha de trigo aos poucos até a massa chegar na textura ideal. Essa textura é uma coisa muito pessoal, eu, particulamente prefiro por pouca farinha para que os nhoques fiquem leves. Em uma superfície lisa, polvilhada de farinha, enrole cilindros da massa cortando os nhoques no tamanho de sua preferência. Cozinhe em água fervente com sal a gosto até que eles subam para a superfície. Arrume em uma travessa cubra com o molho desejado, polvilhe bastante queijo ralado e leve ao forno por alguns minutos.

RENDIMENTO: 04 Pessoas

terça-feira, 3 de abril de 2007

PÃOZINHO DE BATATA


Ingredientes

01 pacote de fermento em pó de 11g (Fermix)
4 ½ colheres de sopa rasas de açúcar
¼ de xícara de água morna
300g de batata
01 colher de sobremesa de sal
50g de manteiga(01 colher de sopa cheia +ou-)
300ml de leite
400g de farinha de trigo
02 ovos inteiros
queijo parmesão ralado

Mode de Preparo

Numa vasilha plástica descartável de ½ k coloque o fermento, 02 colheres de sopas rasas de farinha de trigo e ½ colher de sopa de açúcar, misture bem, tampe e reserve. Corte as batatas em rodelas finas e cozinhe bem. No liquidificador coloque o sal, o resto do açúcar e a batata bem quente. Por cima jogue a manteiga e o leite e bata por aproximadamente 3min e deixe descansar e esfriar(obs: não coloque nem o leite nem a manteiga gelados).
Enquanto isso, na vasilha do fermento, adicione aos poucos o ¼ de xícara de água morna, vá misturando até ficar homogêneo. Tampe e deixe fermentando.
Na mistura do liquidificador, coloque os ovos e volte a bater por mais 1min.
Quando o fermento subir até a tampa da vasilha, despeje a mistura do liquidificador numa bacia, adicione o fermento e misture bem. Vá colocando aos poucos a farinha de trigo e batendo com uma colher até a massa fazer bolhas. Cubra e deixe descansar por 30min.
Usando uma colher, coloque a massa em forminhas bem untadas com manteiga até um pouco acima do meio para não transbordar. Asse em forno médio até os pães começarem a ficar levemente corados. Desenforme, passe manteiga em cima de cada pão e polvilhe o queijo ralado.

ATENÇÃO: Não abra o forno enquanto os pães estiverem assando e não estiverem coradinhos. Por ser muito mole, esta massa não deve ser assada sem formas, pois irá se espalhar de forma irregular fazendo pães finos e feios sem a maciez e leveza peculiares à receita.

Este pão é uma delícia. Macio, derrete na boca. Receita de Mame Blue que muito me bati para realizar a contento, mesmo seguindo rigorosamente todos os passos. Por isso, caso não acerte da primeira vez, insista. Eu garanto, vale a pena!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

COSTELA DO JAMERSON






“Flafluzinho Pra Banguela”



Na foto: Magal, a esquerda, com o Gauchinho

Sempre fui um apaixonado por churrasco. Em 1988 conheci o Rio Grande do Sul e por lá fiz amigos aos montes. Alguns até, amigos de vida toda, é o caso do Gauchinho. Apelido carinhoso de Luciano de Nardi ou Lucky. Uma figura. Surfista, playboy, advogado, irmão, amigo do peito e, sobretudo, muito espirituoso. Foi dele a pérola que titula esta breve história: - Baianinho, a baia do Magal tá de banda, que tal um flafuzinho pra banguela no finde? Como ainda não estava muito familiarizado com o gaúchês tive um pouco de dificuldade para entender. Traduzindo: a casa de Magal (Marcelo, amigo nosso e vizinho de Lucky) está vazia, ou os pais estavam viajando, que tal fazermos um churrasco bem macio no final de semana. Depois da explicação tudo ficou mais claro. No Rio Grande do Sul, aquele jogo que na Bahia chamamos totó e em outros lugares pimbolin, era chamado de Fla-Flu, já que os tais vinham sempre com os times em questão, cujos movimentos se assemelham aos do assador ao virar os espetos na churrasqueira. Pra banguela porque, de tão macia que a carne ficava, até sem dentes dava pra morder. Pura verdade, o Gauchinho é um mestre num “churras”, como ele mesmo fala e Magal não fica atrás. E foi com eles que aprendi a maior parte dos segredos que existem na arte de pilotar uma churrasqueira.

Eu fiz a minha parte. Promovi vários churrascos com amigos pela Bahia adentro, pondo em prática os ensinamentos sulistas. Fiz as minhas adaptações baianas e aí conheci um mineiro, que veio complementar as minhas aulas de churrasco. Jamerson. O cara, além de ser um doce de pessoa, uma simpatia, é um flafluzeiro de primeira. Foi dele a idéia da receita que abre este marcador que, com minha irresistível tentação de dar pitacos e fazer adaptações, transformou-se na Costela do Jamerson, em sua homenagem, intitulado por mim. Repetindo suas próprias palavras quando degustou sua receita feita a minha maneira: – Adriano, o aluno superou o mestre!

Ingredientes

Um pedaço de costela de porco de aproximadamente 500g
Tempero pronto a gosto
Farinha de mandioca (dê preferência a amarela de copioba) a vontade
01 limão grande

Modo de Preparo

Devidamente lavado em abundância com água corrente e limão e muito bem escorrido, tempere o porco a seu gosto com o tempero pronto. Regue por cima com o suco do limão sem caroço.
Deixe no tempero de trinta minutos a uma hora numa vasilha fechada. Numa assadeira despeje a farinha de mandioca a vontade por cima da costela, virando para que grude por todos os lados. Coloque numa grelha e asse distante do fogo, virando periodicamente, até que a cobertura da farinha esteja bem amarelada, como se tivesse começando a queimar. Divida os pedaços da costela e sirva.




Uma sugestão. Espremer um pouco de limão em cima, antes de comer, pode ser uma
experiência muito agradável.

TEMPERO PRONTO


Sempre que posso, procuro evitar produtos industrializados tipo tempero pronto, leite de coco, caldo de carne e por aí vai. Claro que nem sempre isto é possível, mas uma das coisas que não abro mão é o tempero pronto. Em algumas receitas que postei anteriormente, falo dele de forma indireta. Agora, vamos aprender a prepará-lo em grande quantidade. É um produto que dura por um longo tempo e pode ser usado no tempero de carnes, frangos, peixes, e etc.

Ingredientes

01 cabeça de alho
Sal
Pimenta do reino com cominho, moída.

Modo de Preparo

Num tacho de pilar temperos coloque a cabeça de alho com os dentes descascados. Adicione duas colheres de sopa bem cheias de sal. Pile bastante até que o alho esbagace por completo. A textura vai ficar um pouco empapada. Vá adicionando sal e misturando bem com uma colher até que o tempero fique bem seco. Adicione a pimenta do reino com cominho. É difícil precisar a quantidade da pimenta, vai muito de gosto, da umidade do sal e outros detalhes. Não se pode abusar. Normalmente paro de adicionar a pimenta quando o tempero assume uma coloração levemente acinzentada. Acondicione num recipiente hermeticamente fechado.

CALDO DE SURURU

Modo de Preparo

Para fazer o caldo de sururu, faça exatamente igual ao catado acrescentando 500ml de leite de coco ralo(misturado com água na proporção 1 pra 2). Separe metade dos sururus e bata o restante no liquidificador e peneire. Acrescente os sururus separados e sirva.

CATADO DE SURURU

Ingredientes

01 kg de sururu catado
01 colher de sopa de pó de camarão seco
01 colher de sopa de pó de castanha assada
01 colher de sopa de pó de amendoin assado
01 colher de sopa de extrato de tomate
02 tomates grandes
01 cebolas grandes
01 pimentas de cheiro(nova e com talo verde)
½ pimentão
01 limão
½ molhe de cebolinha
½ molhe de coentro
200ml de leite de côco
Sal a gosto
Pimenta do reino com cominho a gosto

Modo de Preparo

Numa panela coloque o sururu a cebola, o tomate, o pimentão, a cebolinha cortados em pedaços pequenos e o coentro picado e misture-os. Coloque o tempero preparado com alho, sal e pimenta do reino com cominho a gosto. Adicione suco de um limão sem caroço e o extrato de tomate. Polvilhe o pó de camarão, castanha e amendoim. Despeje por cima de tudo o leite de coco. Por cima, coloque a pimenta de cheiro. Leve tampado ao fogo bem baixo e deixe cozinhar por aproximadamente 20mim.
Durante o cozimento observe a pimenta. Caso ela cozinhe muito e amoleça demais, retira-a para não esbagaçar dentro da panela e o prato não ficar demasiadamente picante.


Rendimento aproximado: 05 pessoas

Dica: Na Bahia costumamos diferenciar os pratos em Moqueca ou Ensopado. São basicamente a mesma coisa só que na moqueca substitui-se o extrato de tomate pelo azeite de dendê. Portanto, qualquer que seja o peixe ou marisco, é só fazer esta variação que você terá ou uma moqueca ou um ensopado. Na receita acima, o catado é um ensopado.

domingo, 1 de abril de 2007

MASSA FRESCA (DE MACARRÃO, OU DE LASANHA, OU DE CANELONE....)

Eu adoro massa fresca. Aquela que a gente faz em casa. Um macarrão, uma lasanha, um canelone, etc., ficam muito mais saborosos com a massa assim. Descendente de italiano que sou, na terra natal do meu pai, Cravolândia, que já se chamou Olhos D´água, fazer a própria massa é uma prática comum. No entanto, muito tardiamente, me interessei em descobrir como ela é feita. Isto pela preguiça de me imaginar abrindo a massa em rolo, até a espessura ideal, cortando-a na faca pra dar o tipo desejado, eu pensava: é mais fácil comprar no super. Mais fácil sim, melhor são outros quinhentos. Um dia Mame Blue, de quem já falamos aqui em outras ocasiões, ganhou uma máquina de abrir e cortar a massa. Já foi falado também, que embora seus “quitutes” sejam de primeiríssima, ela odeia cozinha e vive reclamando comigo quando resolvo me aventurar por novas receitas culinárias, sempre virando a sua cozinha de cabeça para baixo, ou de ponta a cabeça, como preferem os paulistas. Com a tal máquina ao meu alcance, um dia acordei com o desejo de fazer uma massa. Perguntei a Mame como fazer. É claro que ela sabia. É claro também que ela disse não saber, já prevendo a revolução que ia acontecer na sua tão estimada cozinha. Como sou predestinado, e não jogo a toalha por pouco, liguei para Cravolândia (ligação essa que ela pagou, para completar a sua indignação). Falei com minha tia Valda, e perguntei a receita. Mame foi à loucura. Pus em prática na mesma hora. Desde esse dia, fazer massa virou uma rotina. Os amigos pedem, minha gula também, e por aí vai. Nunca vi nada tão simples, tão elementar. Porém, meu caro, se não tiver a máquina, é melhor comprar. Até porquê, a idade da pedra já passou a zilhões de anos.


Ingredientes


01 kg de farinha de trigo
10 ovos (A proporção é um ovo para cada 100g de farinha. Ás vezes é necessário adicionar mais farinha. Ou até um pouco de água até que a massa chegue na textura ideal.)
Sal é facultativo já que quem vai dar a tônica salgada do prato é o molho a ser utilizado. Eu, pelo menos, sempre ponho sal na massa, já que gosto de comê-la crua, enquanto estou cortando o tipo de massa que vou utilizar.

Modo de Preparo

Junte a farinha aos ovos e misture bem até que a massa fique homogênea. Depois é só abri-la e dar corte no formato desejado.

Dica: A massa fresca demora bem menos tempo para cozinhar. Por isso fique de
olho para que não deixe não passar do ponto, ela deve ficar al dente. Se você quiser fazer uma massa aromatizada e colorida, de espinafre por exemplo, subistitua um ovo pelo conteúdo do extrato do sabor desejado.

sexta-feira, 30 de março de 2007

TOMATES RECHEADOS E GRATINADOS







Aqui vai um ótimo exemplo de como aproveitar aquele músculo que sobrou do molho de tomate


Ingredientes

05 tomates grandes
250g de carne moída temperada
200ml de molho de tomate
200ml de molho branco
Folhas de manjericão
Queijo parmesão ralado à vontade

Modo de Preparo

Corte uma rodela da parte superior de cada tomate. Em seguida, cuidadosamente, com uma faca retire todo o conteúdo de dentro deixando completamente oco. Coloque a carne moída dentro dos tomates e arrume-os em uma assadeira. Misture o molho branco e o vermelho obtendo assim um novo molho derivado, chamado de Aurora ou simplesmente Rose. Despeje o molho cobrindo todos os tomates e polvilho o queijo por cima de tudo. Leve ao forno médio por aproximadamente vinte minutos ou até gratinar o queijo. Retire do forno e polvilhe folhas de manjericão para decorar e aprimorar o sabor.

Rendimento: 05 pessoas

MOLHO DE TOMATE

EM BUSCA DO "SUGO" PRECIOSO

O molho de tomate sempre foi um problema na minha vida. Umas das coisas que meu paladar mais aprecia e, no entanto, meus parcos talentos de aprendiz de cozinheiro não conseguiam satisfazer às suas exigências. Foram inúmeras tentativas. Receitas das mais variadas origens. Livros, revistas, amigos e nada. Quanto mais eu tentava, mais me distanciava daquilo que buscava. Deve-se levar em consideração que estava impregnado pelo sabor do molho de tomate de um certo restaurante italiano de Salvador, que qualifico como um dos melhores do Brasil, que me desculpem os paulistas, hospedeiros das cantinas mais famosas e badaladas, mas o nosso “bichinho” italiano daqui, nada deve às Famílias Mancinnis da vida. Nele, você come o melhor Filé a Parmeggiana do país. Isto é claro, na minha humilde opinião. Quis o destino que cruzasse o meu caminho, um certo funcionário de tal restaurante. Trabalhava na limpeza da cozinha, serviços gerais como se diz. Esta figura encantadora, cujo nome, assim como do restaurante, aqui oculto, no intuito de não colocar em risco o seu emprego, foi meu colega no curso de culinária que fiz no Senac em 2006. Um dia me falou: - As quantidades eu não vou saber dizer, mas os ingredientes, posso observar, e anotar pra você. Quase pulei no seu pescoço pra te dar um beijo. No entanto, limitei-me a agradecer e esperar a tal lista. Esta não tardou a chegar. Alguns dias depois, entrega-me ele um minúsculo pedaço de papel, numa letra quase ilegível, com a relação dos ingredientes do molho. Começou aí uma nova via crucis, experiências e alquimias para chegar à proporção e quantidade de cada item. Muito carão eu tomei de Mame Blue, que enlouquece sempre que reviro a sua cozinha de cabeça pra baixo. Valeu a pena. Não faço aquele molho. Mas, hoje posso falar, que faço um molho de tomate à altura, cujas exigências do meu paladar, nada mais podem dizer ou reclamar. Apenas saboreá-lo com reverência.

Ingredientes

3kg de tomates maduros e bem vermelhos
1kg de cebola
1 kg de músculo
1 molho de hortelã miúdo
½ molho de hortelã graúdo
1 molho de manjericão
2 colheres de sopa de açúcar
1 lata de extrato de tomate
1 colher de sopa rasa de noz moscada em pó
01 colher de sobremesa de pimenta do reino em pó (branca ou preta)
Óleo de soja
2 tabletes de caldo de carne

Modo de Preparo

Corte o músculo em pedaços grandes. Numa panela grande frite bastante em óleo de soja até que fique bem dourado. Corte os tomates (com semente e tudo) e as cebolas em pedaços grandes. Coloque-os na panela. Em seguida, ponha o manjericão, o hortelã, miúdo e graúdo amarrados com um cordão para facilitar a retirada depois, o açúcar, o caldo de carne, a noz moscada, o extrato de tomate e a pimenta-do-reino. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por um longo tempo, até que o músculo fique bem macio. Retire e dispense o manjericão e o hortelã. Retire o músculo e reserve para reaproveitamento. Bata o restante no liquidificador e penere.

Rendimento aproximado: 2,5 litros

Dica: O músculo pode ser moído e usado como recheio de omelete, panquecas,
canelones, etc., ou ainda para se fazer deliciosas almôndegas.

BACALHAU NA COUVE OU BACALHAU A MONOSA


Ingredientes

2kg de bacalhau
03 cebolas grandes
02 tomates grandes
01 pimentão verde
01 pimentão vermelho
01 pimentão amarelo
200 ml de leite de côco
Azeite de oliva a vontade
01 molhe de couve com folhas novas e grandes

Modo de Preparo

Deixe o bacalhau de molho em água gelada. Troque a água a cada duas horas. Repita o processo até o bacalhau estar n0 ponto de sal da sua preferência. Coloque-o num escorredor e joga água fervente em cima e deixe escorrer bem. Lave as folhas da couve em água corrente e deixe de molhe numa bacia com água e uma colher de sopa de água sanitária por 05 minutos. Lave com água corrente abundante novamente e escorra bem. Corte as cebolas, os pimentões e os tomates em rodelas grandes e relativamente grossas, meio centímetro aproximadamente. Forre o fundo de uma caçarola de barro(este prato é aconselhável para ser feito em panela de barro) com algumas rodelas de cebola. Regue com azeite de oliva. Forre toda a caçarola com as folhas da couve deixando que elas excedam além das bordas. Arrume o prato colocando os pedaços de bacalhau, as rodelas de pimentão, tomates e cebolas intercaladamente. Regue com azeite de oliva a vontade. Despeje o leite de côco por sobre todo o prato. Em seguida dobre os excessos das folhas de couve para dentro cobrindo todo o prato, conforme ilustração da foto. Cozinhe em fogo bem baixo até que as folhas da couve em cima estejam cozidas. Lembre-se, o barro retém o calor com muita facilidade, por isso o fogo deve ser muito baixo mesmo, para evitar pegar no fundo. Rode o botão do fogão no sentido de desligar o fogo até que ele diminua e fique bem baixinho.

Este prato é ideal para ser acompanhado com arroz de brócolis e batatas gratinadas. Mas isto já são outras receitas. Depois eu as publico. Ele é uma adptação minha para uma receita sugerida por Adolfo, querido amigo, colega de curso de culinária, apelidado por mim de Monosa, a mona idosa. Um beijo Adolfo!!!

quinta-feira, 29 de março de 2007

MOQUECA DE POLVO E CAMARÃO















Ingredientes


01 kg de polvo
01 kg de camarão fresco tratado
03 tomates grandes
02 cebolas grandes
02 pimentas de cheiro (novas e com talo verde)
½ pimentão
02 limões (01 para lavar e um para adicionar o suco)
½ molhe de cebolinha
½ molhe de coentro
200 ml de leite de côco
Azeite de dendê a gosto
03 colheres de sopa de azeite de oliva
Sal a gosto
Pimenta do reino com cominho a gosto

Modo de Preparo

Lave o polvo com água corrente e escorra bem. Coloque numa panela com uma cebola inteira, sem descascá-la, e adicione o azeite de oliva. Cozinhe com a panela tampada, ao fogo bem baixo até a cebola estar bem mole, quase esbagaçando. Neste momento o polvo também estará na textura ideal. Retire a cebola, descasque, corte em pedaços e reserve. Escorra o polvo reservando o caldo que ele soltou. Corte-o em pedaços e reserve. Lave o camarão com 01 limão e escorra. Tempere-o com a mistura de um dente de alho amassado com sal a gosto e uma pitada da pimenta do reino com cominho. Deixe no tempero por 10 minutos. Coloque o camarão no azeite de oliva, já quente, em fogo brando, e deixe que o camarão solte sua água até estar cozido. Tire o camarão com uma escumadeira, reservando o caldo. Corte a cebola, o tomate, o pimentão e a cebolinha em pedaços e misturando tudo e adicionando a cebola que cozinhou no polvo. Numa caçarola coloque os temperos cortados, o caldo do camarão e o caldo do polvo Adicione suco de um limão sem caroço e o leite de coco. Por cima, coloque as pimentas de cheiro. Leve tampado ao fogo bem baixo.
Quando os temperos estiverem quase cozidos, adicione o coentro picado, o polvo e o azeite de dendê, deixando cozinhar por mais uns dois minutos. Coloque o camarão só para aquecer. Durante o cozimento observe as pimentas. Caso elas cozinhem muito e amoleçam demais, retira-as para não esbagaçarem dentro da panela e o prato não ficar demasiadamente picante.


Rendimento aproximado: 06 pessoas

A foto que ilustra esta receita, foi tirada em 18/02/2007, domingo de
carnaval. Fiz para reanimar as energias de Sandra, Carol e Bel, amigas paulistas
que curtiam a folia em Salvador.

segunda-feira, 26 de março de 2007

CULINÁRIA BAIANA

Habitada por índios, descoberta por portugueses e recheada por africanos que aos montes foram sendo trazidos para a nossa terra, a Bahia sofreu a influência marcante destas culturas. Tantos ingredientes, cada um na sua exata porção, deram origem a uma das receitas mais saborosas do mundo, A CULINÁRIA BAIANA.

Podemos dizer que, casualmente ou não, a busca de novos sabores, foi preponderante para a descoberta das terras brasileiras, haja vista que um tesouro, dos mais preciosos da época, as especiarias, motivou, em 08 de março de 1500, a saída da expedição de Cabral de terras lusitanas, em busca do caminho das Índias. Lá estavam as tão valiosas especiarias, as mesmas tão ao alcance das nossas mãos e mesas hoje em dia: cravo, canela, gengibre, baunilha, mostarda, erva-doce, dentre muitas outras. Em tempos de ausência de técnicas de conservação de alimentos, seu valor mais tinha a ver com a questão da pura sobrevivência do que com o requinte culinário. As especiarias tornavam os sabores mais toleráveis, além de amenizarem, pelas suas propriedades medicinais, eventuais desarranjos de saúde, provocados pela ingestão de comidas inadequadas.

Após o discutível desvio acidental da rota desejada, os portugueses desembarcaram no Brasil a 23 de abril de 1500, um dia depois de avistarem nossas terras. Os primeiros contatos com os habitantes locais, os Índios, foram marcados por trocas amistosas de alguns presentes, em sua maioria iguarias de cada um dos povos. Inicialmente os índios brasileiros rejeitaram os sabores europeus, cuspindo quase tudo que lhes era servido, inclusive o vinho. Foi uma questão de dias. Logo em 29 de abril, dois nativos subiram a bordo de uma das embarcações e comeram de tudo que lhes ofereceram. Esbaldaram-se com arroz e presunto cozido servido frio e beberam vinho.

Do cardápio local, os primeiros ingredientes experimentados pelos portugueses vieram do mar e rios: peixes e camarões. “Grossos e curtos, entre os quais tinha um tão grande e grosso, como em nenhum tempo vi tamanho” admira-se Caminha em sua carta ao rei, onde descrevia as belezas e encantos, assim como os defeitos, pelo menos aos olhos dos portugueses, da nova terra e seu povo.
Começava ali a nascer, a culinária brasileira, uma mistura de culturas e sabores que hoje, extremamente diversificada e influenciada por outras culturas, encanta os paladares mais requintados do mundo tendo como um dos destaques principais, a culinária baiana.

As primeiras mudas de cana-de-açúcar chegaram ao Brasil a bordo das embarcações que sucederam Cabral. Encontrando um solo fértil de massapê e clima úmido que logo se mostraram ideais para seu cultivo. Assim se formava a lavoura que trouxe às nossas terras, a pitada de sabor que faltava para completar a receita: o povo africano. Eles vieram das Ilhas do Golfo Guiné, Angola, Moçambique, Costa do Marfim, Costa da Malagueta e outras regiões da África. Tinham culturas diversas, algumas milenares e, conseqüentemente, culinárias distintas entre si, que ajudaram e muito a enriquecer os sabores do cardápio brasileiro. Trouxeram na bagagem um extraordinário talento de adaptação aos poucos ingredientes a que tinham acesso aos seus hábitos culinários. Aperfeiçoaram por exemplo, o pirão, uma invenção portuguesa no Brasil, a partir da farinha de mandioca, já vastamente usada pelos índios e das técnicas portuguesas de caldos e papas. Para fazer render a pequena ração que recebiam, escaldavam a farinha no caldo fervente dos alimentos e comiam com pimenta malagueta. Era o Pirão Massapé, assim chamado pela coloração arroxeada do preparo.

Com a intensificação do tráfico de escravos (negros africanos), vários produtos e plantas alimentares da áfrica vieram para cá. Quiabo, inhame, gengibre, dendê, côco e tantos outros. Aqui, junto aos produtos locais e os trazidos pelos portugueses, foram “assados, grelhados e cozidos” durante anos e anos de colonização, sofrimento e história, dando origem ao “prato” de sabor indescritível e tempero sem igual: A CULINÁRIA BAIANA.

Bibliografia consultada:

Fruend, F.; Vieira, S. e Zuanetti, R. 2001. O Mundo da Cozinha. Rio de Janeiro: Senac Nacional

Leal, M. L. Soares. 1998. A História da Gastronomia. Rio de Janeiro: Senac Nacional

Romio, Eda. 2000. 500 Anos de Sabor. São Paulo: Romio


MOQUECA DE PEIXE

Ingredientes

02 kg de peixe em postas
20g de pó de camarão seco
03 tomates grandes
02 cebolas grandes
02 pimentas de cheiro (novas e com talo verde)
½ pimentão
02 limões (01 para lavar e um para adicionar o suco)
½ molhe de cebolinha
½ molhe de coentro
200ml de leite de côco
04 colheres de sopa de azeite de oliva
Azeite de dendê a gosto
Sal a gosto
Pimenta do reino com cominho a gosto

Modo de Preparo

Lave as postas do peixe com o suco de limão deixando de molho por 05min, em seguida enxágüe. Escorra bem e tempere-as com a mistura de alho, pimenta do reino com cominho e sal e reserve. Deixe no tempero por 01 hora. Forre o fundo da caçarola com rodelas de cebola e despeje o azeite de oliva. Arrume as postas do peixe com cuidado para que não fiquem amontoadas deixando uma distância de aproximadamente 1cm entre elas. Polvilhe por cima o pó de camarão. Junte a cebola, o tomate, o pimentão, a cebolinha e corte-os em pedaços pequenos e misture-os. Distribua por cima das postas de modo que também ocupem os espaços entre elas. Adicione suco de um limão sem caroço. Despeje por cima de tudo o leite de coco. Por cima, coloque as pimentas de cheiro. Leve tampado ao fogo bem baixo sem mexer para não despedaçar o peixe.
Quando os temperos e o peixe estiverem quase cozidos adicione o coentro e o azeite de dendê deixando cozinhar por mais uns minutos. Durante o cozimento observe as pimentas. Caso elas cozinhem muito e amoleçam demais, retira-as para não esbagaçarem dentro da panela e o prato não ficar demasiadamente picante.

Rendimento aproximado: 06 pessoas

Vitamina Protéica de chocolate com café granulado

Ingredientes 300 ml de água e gelo 20 g de Whey Protein Isolado 1 colher (café) de café solúvel granulado 1 banana (75g) 1 Colher (...