segunda-feira, 2 de abril de 2007

COSTELA DO JAMERSON






“Flafluzinho Pra Banguela”



Na foto: Magal, a esquerda, com o Gauchinho

Sempre fui um apaixonado por churrasco. Em 1988 conheci o Rio Grande do Sul e por lá fiz amigos aos montes. Alguns até, amigos de vida toda, é o caso do Gauchinho. Apelido carinhoso de Luciano de Nardi ou Lucky. Uma figura. Surfista, playboy, advogado, irmão, amigo do peito e, sobretudo, muito espirituoso. Foi dele a pérola que titula esta breve história: - Baianinho, a baia do Magal tá de banda, que tal um flafuzinho pra banguela no finde? Como ainda não estava muito familiarizado com o gaúchês tive um pouco de dificuldade para entender. Traduzindo: a casa de Magal (Marcelo, amigo nosso e vizinho de Lucky) está vazia, ou os pais estavam viajando, que tal fazermos um churrasco bem macio no final de semana. Depois da explicação tudo ficou mais claro. No Rio Grande do Sul, aquele jogo que na Bahia chamamos totó e em outros lugares pimbolin, era chamado de Fla-Flu, já que os tais vinham sempre com os times em questão, cujos movimentos se assemelham aos do assador ao virar os espetos na churrasqueira. Pra banguela porque, de tão macia que a carne ficava, até sem dentes dava pra morder. Pura verdade, o Gauchinho é um mestre num “churras”, como ele mesmo fala e Magal não fica atrás. E foi com eles que aprendi a maior parte dos segredos que existem na arte de pilotar uma churrasqueira.

Eu fiz a minha parte. Promovi vários churrascos com amigos pela Bahia adentro, pondo em prática os ensinamentos sulistas. Fiz as minhas adaptações baianas e aí conheci um mineiro, que veio complementar as minhas aulas de churrasco. Jamerson. O cara, além de ser um doce de pessoa, uma simpatia, é um flafluzeiro de primeira. Foi dele a idéia da receita que abre este marcador que, com minha irresistível tentação de dar pitacos e fazer adaptações, transformou-se na Costela do Jamerson, em sua homenagem, intitulado por mim. Repetindo suas próprias palavras quando degustou sua receita feita a minha maneira: – Adriano, o aluno superou o mestre!

Ingredientes

Um pedaço de costela de porco de aproximadamente 500g
Tempero pronto a gosto
Farinha de mandioca (dê preferência a amarela de copioba) a vontade
01 limão grande

Modo de Preparo

Devidamente lavado em abundância com água corrente e limão e muito bem escorrido, tempere o porco a seu gosto com o tempero pronto. Regue por cima com o suco do limão sem caroço.
Deixe no tempero de trinta minutos a uma hora numa vasilha fechada. Numa assadeira despeje a farinha de mandioca a vontade por cima da costela, virando para que grude por todos os lados. Coloque numa grelha e asse distante do fogo, virando periodicamente, até que a cobertura da farinha esteja bem amarelada, como se tivesse começando a queimar. Divida os pedaços da costela e sirva.




Uma sugestão. Espremer um pouco de limão em cima, antes de comer, pode ser uma
experiência muito agradável.

Um comentário:

AC Sichieri disse...

Gostaria de deixar um abraço ao amigo por ter colocado o meu blog em destaque na sua cozinha. Realmente cozinhar faz bem a saúde. Estarei por aqui sempre!

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